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a thousand books

Qui | 24.11.22

Review | A Musa

Com três estrelas.

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Livro | A Musa

Um romance histórico. Uma narrativa cansativa com momentos descritivos exaustivos. Sempre que a ação começa a escalar para um pico de tensão, somos presenteados com mais uma descrição e um salto temporal. Nada desenvolve no tempo certo. E isto tornou esta experiência literária frustrante. Foi a existência de um segredo tão bem guardado que me prendeu até às últimas páginas, mas a muito custo.

 

Londres, anos sessenta do século XX. Odelle, uma imigrante proveniente das Caraíbas, trabalha numa galeria de arte onde, como que por magia, aparece um quadro magnífico, aparentemente perdido durante a Guerra Civil Espanhola. Como não podia deixar de ser - e porque os clichés fazem parte da receita de um romance histórico - este quadro que cai nas mãos de Odelle está envolto em segredos inexplicáveis, que ela de tudo vai fazer para os desvendar.

 

Andaluzia, anos trinta do século XX. Olive Schloss, filha de um abastado negociante de arte, desvaloriza as ambições que possui e que os pais desconhecem. Isaac Robles e a sua meia-irmã Teresa, um artista revolucionário e uma criada de servir que mete o nariz em tudo, serão os protagonistas de uma revolução familiar, com consequências inimagináveis e desastrosas. O quadro que aparece misteriosamente em 1967 foi pintado em 1936. Mas por quem? E com que propósito?

 

É nesta confusão temporal, entre 1936 e 1967, que saltitamos entre páginas.