Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

a thousand books

Seg | 19.04.21

Review | A História de Uma Serva

| Com 3 ⭐︎ |

AHistóriaServa.jpg

Uma distopia que ficou muito aquém das expectativas. Porque não gostei da escrita de Margaret Atwood. Com uma escrita densa, com frases demasiado longas e com a mistura das memórias do passado e o testemunho do momento presente, o sentimento de desorientação marcou esta experiência literária. Além disso, é uma escrita fria e despida de emoção. E, sendo esta distopia uma narrativa construída com as memórias e o testemunho de uma Serva, todas as suas emoções deveriam ter sido um dos elementos mais importantes. Mas, ainda assim, é uma distopia com um bom argumento.

 

Uma distopia onde uma revolução teocrática transformou a América na República de Gileade. Uma república totalitarista, onde as mulheres são reduzidas à sua fertilidade. As Servas têm um único propósito de vida, conceber e dar à luz bebés saudáveis para a elite estéril. Quando não são dotadas de tal privilégio natural, assumem outras funções, como Tias ou Martas. As outras mulheres, as mais velhas ou as infratoras, são mortas ou enviadas para as Colónias. Um destino igualmente fatal. E as Esposas, são apenas isso, Esposas dos Comandantes.

 

Numa sociedade distópica, é Defred quem nos conta a sua história. Tinha uma família. Um marido. Uma filha. Amigas com quem partilhava os seus segredos mais profundos. Um emprego. Uma vida normal. E agora, não pode escrever. Nem ler. Até os letreiros das lojas viram os seus nomes substituídos por símbolos. Não pode falar, apenas obedecer e cumprir a sua função.