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a thousand books

Ter | 29.10.19

peculiaridades da sala de cinema.

As salas de cinema são locais cheios de pequenas peculiaridades. E não, não me refiro aos telemóveis a tocar. À interrupção e recomeço do filme, só porque as pessoas não cumprem horários. Nem tão pouco aos relatos infinitos das pessoas que gostam de ir dando a sua opinião no decorrer da ação. Já falei sobre estas coisas, aqui e aqui. Gosto sempre de vos avivar a memória, já sabem.

 

As salas de cinema são locais cheios de pequenas particularidades, aos olhos de todos os que as frequentam. Algumas até poderão ter a sua lógica. Ou, quem sabe, fazer parte da estratégia cinematográfica. Umas incomodam mais do que outras. Há até aquelas que já fazem parte da tradição de quem opta por ir ao cinema. Mas há sempre pormenores novos por descobrir. 

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As pipocas. Não gosto. Só das que se fazem no micro-ondas. E das que se vendem no Campo Pequeno {crocantes e adoçadas com mel, julgo eu!}. Mas, na verdade, o som das pipocas a cair já faz parte de qualquer sessão de cinema. E se antes, este acontecimento tinha lugar no início do filme – os anúncios publicitários e os traillers também merecem ser acompanhados de pipocas, olha agora! – agora, é mesmo no momento crítico, aquele onde paramos de respirar, só mesmo para dar aquele salto na cadeira. É propositado, só pode.

 

As melgas. E não interessa se é verão, inverno, outono ou primavera. Há sempre uma melga na sala de cinema. Sempre. Mas só nos dá a honra da sua presença nos primeiros 20 minutos de filme. Ou menos, talvez 10 minutos. Depois, pufff. Não compreendo a sua presença estratégica. E muito menos, o seu desaparecimento.

 

Um frio dos ananases. E não é de mim, que sou friorenta. As salas de cinema são mesmo frias. No inverno, até podemos nem notar assim tanto, tendo em conta as 3 camadas de roupa com que saímos de casa {demasiado exagerada, eu sei!}. Já no verão, o casaquinho de malha tem que ir comigo. Já me conformei. Mas não sei lidar com esta situação.

 

O som da publicidade é muito mais baixo do que o som dos traillers e do próprio filme. Porquê? Expliquem-me só o porquê de haver uma discrepânciA sonora tão elevada. É que a malta nunca sabe qual é o último anúncio publicitário. Há sempre aquele saltinho do susto inesperado que podia ser evitado. Já para não falar de que só contribuem para problemas auditivos, num futuro próximo.

 

A propósito, ontem fui ver a Maléfica – Mestre do Mal. E sim, consegui dar conta de tudo isto. E do relato da senhora que estava sentada ao lado da minha mãe.

beijinhos **